quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Enid rumo ao Ouro: Balanço dos Prêmios
Ai, eu sumi... eu sei, galera. Peço mil desculpas, mas fim de ano tá brabo de tão puxado, e essa época acontece muita coisa ao mesmo tempo na terrinha Hollywood. É muita coisa pra ler, e acaba faltando tempo mesmo. hoje vou tentar atualizar isso aqui tudo. Num rápido resumão, há muito tempo não víamos um ano tão aberto a possibilidades variadas em particamente todas as categorias. Apenas 'filme' e 'ator coadjuvante' parecem caminhar para uma maioria, mas mesmo assim nada esmagadora como já vimos acontecer. Quem não se lembra do rolocompressor Helen Mirren? E a dupla de 'Sideways', Thomas Haden Church e Virginia Madsen, que ganhavam tudo? E no ano de Christoph Waltz e Mo'Nique, cujos nomes eram só o que ouvimos durante 3 meses? De uns 5 anos pra cá então, a categoria filme era sempre um grande massacre: 'Quem quer Ser um Milionário?', 'Guerra ao Terror', 'Onde os Fracos não tem vez', 'A Rede Social'... nada mudava essas contantes. Por mais que 'O Artista' pareça ir para o mesmo lado, ainda assim vemos outros vencedores disputar as atenções com ele; nada que tire seu favoritismo, que parece bem claro que deve crescer até a reta final.
Vou colar aqui agora uma espécie de mosaico atualizado com o quadro de vencedores nas associações de críticos até o exato momento:
FILME: O Artista = 7 / A Árvore da Vida = 3 / Os Descendentes = 2 / A Invenção de Hugo Cabret = 1
DIREÇÃO: Michel Hazanavicius, Terrence Malick, Martin Scorsese, Nicolas Winding Refn = 3 / Steve McQueen = 1
ATOR: Michael Shannon = 3 / Michael Fassbender, George Clooney, Brad Pitt = 2 / Gary Oldman, Jean Dujardin, Paul Giamatti, Woody Harrelson = 1
ATRIZ: Michelle Williams = 4 / Tilda Swinton = 3 / Meryl Streep = 2 / Elizabeth Olsen, Viola Davis, Yun Jung-Hee = 1
ATOR COAD.: Albert Brooks = 8 / Christopher Plummer = 4 / Nick Nolte = 1
ATRIZ COAD.: Jessica Chastain, Melissa McCarthy, Shailene Woodley = 3 / Octavia Spencer = 2 / Vanessa Redgrave, Viola Davis = 1
ESTRANGEIRO: A Separação = 3 / A Pele que Habito = 2 / Cópia Fiel, Incêndios, As Quatro Voltas, Mistérios de Lisboa, I Saw the Devil, City of Life and Death, Kinyarwanda = 1
DOCUMENTÁRIO: A Caverna dos Sonhos Perdidos, Project Nim = 4 / Nostalgia da Luz, Tabloid, Paradise Lost 3 = 1
ANIMAÇÃO: Rango = 7 / As Aventuras de Tintin = 2 / Operação Presente = 1
Através dessa demonstração acima, voces podem ver que está tudo uma bagunça, onde apenas 'Rango', 'O Artista' e Albert Brooks tem alguma vantagem temporária sobre os outros. Há muitos anos não víamos uma corrida tão disputada, cheia de curvas e reviravoltas. Mesmo que na linha de chegada estejam quem exatamente já saibamos quem serão, tem uma deliciosa curiosidade para saber qual o próximo passo entre as associações. Onde de repente tudo poderá mudar.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
A Voz de Enid: 'Noite de Ano Novo'
Antes de mais nada, a dica: eu não vi 'Idas e Vindas do Amor'. Fico imaginando se a estrutura do anterior era tão parecida com a desse aqui, num nível de ser o mesmo "filme" mesmo. Bem, espero que não... não sei se o mundo resiste a 2 filmes do naipe desse que acabei de assistir. O bizarro é constatar que Garry Marshall saca do riscado, entende a estrutura das comédias românticas e esteve a bordo do anterior, além de um clássico do gênero debaixo do braço ('Uma Linda Mulher'); não, na verdade o bizarro é constatar tudo, de cabo a rabo.
Obviamente pensado como algo com a finalidade única e exclusiva de fazer muito dinheiro, o filme nem tenta ter alguma qualidade aqui e ali. Ou melhor, 3 pobres diabos parecem estar mais empenhados que o resto: Robert DeNiro, Hilary Swank e Halle Berry. Com um elenco repleto de rostos mais que conhecidos (nem todos exatamente podem ser chamados de atores, muito menos de bons), é sintomático que os únicos vencedores do Oscar da turma se esforcem 1% a mais que o restante da moçada. Mas mesmo que fossem chamados Isabelle Huppert, Fernanda Montenegro, Juliette Binoche, Javier Bardem, Sean Penn e Daniel Day-Lewis acredito que não teríamos algo muito melhor do que se mostrou no fim das contas. E aí percebemos que as tais caras conhecidas são exatamente as pessoas que ainda precisam matar 20 leões por dia para continuar mostrando que são viáveis (e aí podemos sim incluir até o trio salvação do filme).
Com um roteiro simplesmente ridículo e descabido, que costura mal e porcamente tramas banais e sem suporte algum, além de serem batidas até dizer chega, nem direção nem elenco se entendem, e ora tudo tá meio desanimado e chato, ora fica relativamente histérico e apressado. Todos que me conhecem sabem que adoro filmes repletos de lacunas, ou seja, situações sem explicações em excesso, onde possamos muito mais imaginar do que ter respostas conclusivas, mas o filme em questão nunca tem estofo o suficiente para permitir que nos importamos com tais personagens, muito menos consegue soar inteligente o suficiente para sucitar análises intelectuais sobre seus desdobramentos não-vistos. E de mais a mais, as histórias mostradas no filme não tem um pingo de sutileza... pra que então sutileza no seu desenrolar? O nome disso: roteiro corrido e ruim.
É tanta situação que passa pela tela que fica difícil lembrar de tudo. É um tal de roqueiro que largou a namorada e quer voltar, homem doente terminal que maltratou a família e agora acha que merece morrer, mulheres modernas e atarefadas que não têm tempo para o amor, homens desanimados com o reveillon em questão e em sua maioria tristes, crianças querendo passar a queima de fogos beijando outras... olha, bem difícil hein... se o filme tem alguma cena boa? Vejam só... o final dele temos um apanhado de erros e curiosidades das gravações, onde vemos muita coisa que ficou de fora do corte final, e lá tem ao menos umas 5 cenas ótimas. No filme em si, o trio já citado dá conta da emoção de seus personagens e, se esquecermos o que eles estão dizendo, dá pra ficar numa boa com suas sinceras expressões; uma cena de um discurso de Josh Duhammel também me tocou. E só.
No mais, da-lhe Sarah Jessica Parker ainda jurando que é linda; Abigail Breslin tão maquiada que fica irreconhecível nos primeiros minutos; Michelle Pfeiffer provando que seu próximo par romântico talvez ainda nem tenha nascido, já que conseguiu chegar em Zac Effron (!!!); a linda Katherine Heigl mal vestida e mal penteada; Lea Michelle mostrando que deve correr de volta pro 'Glee' e rezar para a série nunca acabar; uma disputa sobre nascimento de bebês que começa ridícula e termina piegas (e igualmente ridícula)... muita coisa, gente.
Se tiver coragem, aventurem-se. Segurem nas mãos de DeNiro, Swank e Berry, e seja o que Deus quiser.
NOTA: D-
Obviamente pensado como algo com a finalidade única e exclusiva de fazer muito dinheiro, o filme nem tenta ter alguma qualidade aqui e ali. Ou melhor, 3 pobres diabos parecem estar mais empenhados que o resto: Robert DeNiro, Hilary Swank e Halle Berry. Com um elenco repleto de rostos mais que conhecidos (nem todos exatamente podem ser chamados de atores, muito menos de bons), é sintomático que os únicos vencedores do Oscar da turma se esforcem 1% a mais que o restante da moçada. Mas mesmo que fossem chamados Isabelle Huppert, Fernanda Montenegro, Juliette Binoche, Javier Bardem, Sean Penn e Daniel Day-Lewis acredito que não teríamos algo muito melhor do que se mostrou no fim das contas. E aí percebemos que as tais caras conhecidas são exatamente as pessoas que ainda precisam matar 20 leões por dia para continuar mostrando que são viáveis (e aí podemos sim incluir até o trio salvação do filme).
Com um roteiro simplesmente ridículo e descabido, que costura mal e porcamente tramas banais e sem suporte algum, além de serem batidas até dizer chega, nem direção nem elenco se entendem, e ora tudo tá meio desanimado e chato, ora fica relativamente histérico e apressado. Todos que me conhecem sabem que adoro filmes repletos de lacunas, ou seja, situações sem explicações em excesso, onde possamos muito mais imaginar do que ter respostas conclusivas, mas o filme em questão nunca tem estofo o suficiente para permitir que nos importamos com tais personagens, muito menos consegue soar inteligente o suficiente para sucitar análises intelectuais sobre seus desdobramentos não-vistos. E de mais a mais, as histórias mostradas no filme não tem um pingo de sutileza... pra que então sutileza no seu desenrolar? O nome disso: roteiro corrido e ruim.
É tanta situação que passa pela tela que fica difícil lembrar de tudo. É um tal de roqueiro que largou a namorada e quer voltar, homem doente terminal que maltratou a família e agora acha que merece morrer, mulheres modernas e atarefadas que não têm tempo para o amor, homens desanimados com o reveillon em questão e em sua maioria tristes, crianças querendo passar a queima de fogos beijando outras... olha, bem difícil hein... se o filme tem alguma cena boa? Vejam só... o final dele temos um apanhado de erros e curiosidades das gravações, onde vemos muita coisa que ficou de fora do corte final, e lá tem ao menos umas 5 cenas ótimas. No filme em si, o trio já citado dá conta da emoção de seus personagens e, se esquecermos o que eles estão dizendo, dá pra ficar numa boa com suas sinceras expressões; uma cena de um discurso de Josh Duhammel também me tocou. E só.
No mais, da-lhe Sarah Jessica Parker ainda jurando que é linda; Abigail Breslin tão maquiada que fica irreconhecível nos primeiros minutos; Michelle Pfeiffer provando que seu próximo par romântico talvez ainda nem tenha nascido, já que conseguiu chegar em Zac Effron (!!!); a linda Katherine Heigl mal vestida e mal penteada; Lea Michelle mostrando que deve correr de volta pro 'Glee' e rezar para a série nunca acabar; uma disputa sobre nascimento de bebês que começa ridícula e termina piegas (e igualmente ridícula)... muita coisa, gente.
Se tiver coragem, aventurem-se. Segurem nas mãos de DeNiro, Swank e Berry, e seja o que Deus quiser.
NOTA: D-
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Enid rumo ao Ouro - National Board of Review:
Conhecidos por uma certa dose de caretice em suas escolhas, o National Board of Review é aquele cícrculo de estudiosos e conhecedores de cinema mais que tradicionais, que costumam anualmente abraçar Clint Eastwood e George Clooney (e esse ano não foi diferente), geralmente sendo o primeiro prêmio da temporada, mas que os críticos de Nova York esse ano deram uma rasteira. De uns tempos para cá mais propenso a ousadias e escolhas diferenciadas, o NBR esse ano veio abraçando o cinema de Martin Scorsese na estreia com o universo inafnto-juvenil, enquanto declara seu amor ao cinema. As coisas começam a ficar interessantes também para 'Os Descendentes' e 'Margin Call', e uma luz se lança sobre Tilda Swinton. Vejamos os vencedores:
FILME: A Invenção de Hugo Cabret
TOP 10: O Artista / Os Descendentes / Drive / Harry Potter e as Relíquias da Morte II / Os Homens que não Amavam as Mulheres / Tudo pelo Poder / J. Edgar / A Árvore da Vida / Cavalo de Guerra
DIREÇÃO: Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret)
ATOR: George Clooney (Os Descendentes)
ATRIZ: Tilda Swinton (Precisamos Falar sobre o Kevin)
ATOR COADJUVANTE: Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)
ATRIZ COADJUVANTE: Shailene Woodley (Os Descendentes)
ROTEIRO ADAPTADO: Os Descendentes
ROTEIRO ORIGINAL: 50%
REVELAÇÃO: Felicity Jones (Like Crazy) & Rooney Mara (Os Homens que não Amavam as Mulheres)
DIREÇÃO REVELAÇÃO: J.C. Chandor (Margin Call)
ANIMAÇÃO: Rango
ELENCO: Histórias Cruzadas
ESTRANGEIRO: A Separação
TOP 5: 13 Assassins / Tropa de Elite 2 / Footnote / O Porto / À Queima-Roupa
DOCUMENTÁRIO: Paradise Lost 3
TOP 5: Born to be Wild / Buck / George Harrison / Project Nim / Senna
TOP 10 'Indies': 50% / A Outra Terra / Toda Forma de Amor / A Better Life / Cedar Rapids / Margin Call / Shame / O Abrigo / Precisamos Falar sobre o Kevin / Ganhar ou Ganhar
XXX ooo XXX
E eis que o maravilhoso favoritismo de 'Melancolia' se confirmou frente ao European Film Awards. O filme saiu consagrado com os prêmios de filme, roteiro, fotografia e direção de arte. Um inexplicável prêmio de direção a Susanne Bier (por 'Em um Mundo Melhor') não apagou o brilho das interpretações premiadas de Colin Firth ('O Discurso do Rei') e Tilda Swinton ('Precisamos Falar sobre o Kevin'). Alguma justiça houve, e Lars Von Trier voltou a virar o centro da atenções, dessa vez pelos motivos certos.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Enid rumo ao Ouro - New York Film Critics Circle:
Ontem também já saiu o primeiro prêmio da temporada. Todos esperavam 'A Árvore da Vida', muitos esperavam 'A Invenção de Hugo Cabret', uma boa galera esperava 'Os Descendentes', os 'indies' esperavam qualquer coisa entre 'Drive' e 'Shame'... mas a celebração do cinema nos seus primeiros anos marcou seus primeiros pontos na corrida de 2011. 'O Artista', que muito ainda teimam em considerar o patinho feio da temporada, já começa a se transformar em cisne aos olhos de muitos incrédulos. O filme arrebatou os críticos da Big Apple e saiu de lá com os prêmios de 'filme' e 'direção'. A polêmica eleição do trabalho de Meryl Streep como atriz a coloca de vez como a favorita do ano a ser batida, e Brad Pitt ganha fôlego numa corrida onde muitos contendores querem roubar sua vaga. O amor por ele inclusive ficou bem claro, tendo em vista que 'A Árvore da Vida' e 'O Homem que Mudou o Jogo' tiveram expressivas participações na premiação. E o nome de Jessica Chastain surge com uma pergunta: conseguirá ela destaque suficiente por um dos 3 filmes onde foi lembrada como coadjuvante, a ponto de não atrapalhar sua corrida para a categoria? Bem difícil hein... vamos ao vencedores, e seus respectivos 'runners-up' (as famosas 'segundas opções'):
FILME: O Artista
Runners-up: Melancolia & A Invenção de Hugo Cabret
DIREÇÃO: Michel Hazanavicius (O Artista)
Runners-up: Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret) & Lars Von Trier (Melancolia)
ATOR: Brad Pitt (O Homem que Mudou o Jogo & A Árvore da Vida)
Runners-up: Michael Fassbender (Shame) & Jean Dujardin (O Artista)
ATRIZ: Meryl Streep (A Dama de Ferro)
Runners-up: Michelle Williams (Uma Semana com Marilyn) & Kirsten Dunst (Melancolia)
ATOR COADJUVANTE: Albert Brooks (Drive)
Runners-up: Christopher Plummer (Toda Forma de Amor) & Viggo Mortensen (Método Perigoso)
ATRIZ COADJUVANTE: Jessica Chastain (Histórias Cruzadas, O Abrigo & A Árvore da Vida)
Runners-up: Carey Mulligan (Shame) & Vanessa Redgrave (Coriolanus)
ROTEIRO: Steven Zaillian & Aaron Sorkin (O Homem que Mudou o Jogo)
ESTRANGEIRO: A Separação
DOCUMENTÁRIO: Cave of Forgotten Dreams
FILME DE ESTREIA: Margin Call
FOTOGRAFIA: Emannuel Lubeszki (A Árvore da Vida)
Enid rumo ao Ouro - e começa a temporada 2001...
Olá, galera!!! Depois de um tempinho sumido, volto aos braços dos meus fãs numa época mais que especial, pedindo desculpa pelo sumiço, cheio de críticas de filmes para postar (juro que começo a tentar à noite) e abrindo a temporada de ouro 2011 cheio de gás. Ontem teve o anúncio dos indicados aos Independent Spirit Awards, que nada mais é que o Oscar dos 'indies'. A boa notícia é que eles escolheram MUITA coisa boa pra indicar (e umas tantas completamente desconhecidas, como convém ao prêmio); a notícia bizarra é que eles continuam se enrolando nas nacionalidades das produções. Ok, eles consideram produções "britânicas" e/ou dirigidas por europeus como sendo 'filme estrangeiro' (e aí se justifica o aparecimento por lá de joias luminosas como 'Shame', 'Tiranossauro' e 'Melancolia'). Mas então britânicos e dinamarqueses são estrangeiros, mas franceses não? A verdade é que 'O Artista' conseguiu uma pá de indicações, assim como 'Drive', que é dirigido por um... dinamarquês!!!; a notícia ruim: onde foram parar os favoritos George Clooney e Glenn Close, que deveriam chegar com tudo, a começar por aqui e tiveram seus filmes lembrados? Ok. chega de tentar entender né... não tem como mesmo. Então vamos as indicações?
FILME:
O Artista
Toda Forma de Amor
Os Descendentes
Drive
O Abrigo
FILME DE ESTREIA:
Bellflower
Circumstance
The Dynamiter
Hello Lonesome
Pariah
DIREÇÃO:
Michel Hazanavicius (O Artista)
Mike Mills (Toda Forma de Amor)
Jeff Nichols (O Abrigo)
Alexander Payne (Os Descendentes)
Nicolas Winding Refn (Drive)
ATOR:
Demian Bichir (A Better Life)
Jean Dujardin (O Artista)
Ryan Gosling (Drive)
Woody Harrelson (Rampart)
Michael Shannon (O Abrigo)
ATRIZ:
Lauren Ambrose (Think of Me)
Rachael Harris (Natural Selection)
Adepero Oduye (Pariah)
Elizabeth Olsen (Martha Marcy May Marlene)
Michelle Williams (Uma Semana com Marilyn)
ATOR COADJUVANTE:
Albert Brooks (Drive)
John Hawkes (Martha Marcy May Marlene)
Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)
John C. Reilly (Cedar Rapids)
Corey Stoll (Meia Noite em Paris)
ATRIZ COADJUVANTE:
Jessica Chastain (O Abrigo)
Anjelica Huston (50%)
Janet McTeer (Albert Nobbs)
Harmony Santana (Gun Hill Road)
Shailene Woodley (Os Descendentes)
ROTEIRO:
O Artista
Toda Forma de Amor
Os Descendentes
Footnote
Ganhar ou Ganhar
ROTEIRO DE ESTREIA:
A Outra Terra
Cedar Rapids
50%
Margin Call
Terri
FOTOGRAFIA:
O Artista
Bellflower
The Dynamiter
Meia Noite em Paris
The Off Hours
ESTRANGEIRO:
O Garoto da Bicicleta
Melancolia
A Separação
Shame
Tiranossauro
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
A Voz de Enid: "Amores Imaginários"
O cinema de Xavier Dolan chegou pra mim como burburinho, há mais de 2 anos atrás, num desses Festivais do Rio. Um grande amigo falou que 'não deveríamos perder "Eu Matei Minha Mãe", que tinha causado sensação em mostras paralelas do Festival de Cannes daquele ano'. Confiando no tal amigo, fui sem pestanejar ou ao menos ler a sinopse. Em todos que fizeram como eu naquele 2009, o mesmo impacto: aos 20 anos, um jovem canadense estreava na direção, no roteiro e a frente das câmeras, surpreendendo triplamente. Sorte de principiante, gritaram muitos... no entanto, ninguém ficou indiferente àquele soco no estômago da juventude, que Dolan vivia, acarinhava e esmurrava ao mesmo tempo, e deixando a cara pra bater de forma clara.
Um ano depois, no Festival do ano passado, Dolan não é mais um estreante e essa estreia de hoje foi uma das grandes procuras de 2010 da mostra carioca. Sinal que o franzino rapaz tinha deixado uma marca tão indelével que nem as poucas nervuras que seu filme provoca no celuloide impresso são capazes de estancar o rio de saídas visuais marcantes, tanto no anterior quanto principalmente nesse novo, que ainda fala sobre si mesmo, mas que abre seu escopo para o resto dos seres, talvez sendo esse seu maior acerto.
Com um domínio superior de linguagem cinematográfica e referências a grandes clássicos do passado (o mais explícito deles, o seminal Truffaut de "Jules e Jim"), Dolan quer mostrar aqui que, se ainda não tem todas as manhas e escolhas acertadas que transformam um mero diretor numa referênci, ele já se arrisca e ousa de maneira surpreendente sem perder a identidade e signos que ele faz questão de criar e revisitar.
Os amigos Francis e Marie (a ótima Monia Chokri) levam uma vida de pura observação do mundo à sua volta, sendo ácidos, modernos, estilosos e moderninhos, tudo a mil por hora. A entrada do belo Nicolas (Niles Schneider) em cena os subverte, transformando essa dupla descolada em meros joguetes de situações ultra banais e corriqueira, arrancando-os de suas zonas de conforto e os jogando no lugar mais improvável possível: o mundo real. A partir da paixão avassaladora que ambos passam a nutrir pelo rapaz (sem nem ao menos saber sua preferência sexual), esse casal de amigos começam a se comportar das mesmas formas babacas e muito humanas que eles sempre fizeram questão de evitar e aviltar. E do conflito iminente, é que o mundo profundamente cor-de-rosa de ambos passa a ficar cada vez mais natural e igual ao de todos nós.
Para todo mundo que se apaixonou e se meteu em ridículas roubadas para provar essa paixão, uma grande pedida; para o grupo de jovens que nunca teve contato com sentimentos mais profundos ou se dá conta deles pela primeira vez, esse é o filme; para quem tantas vezes não soube o que fazer diante de algo totalmente novo e surpreendente, não perca. E se você apenas adorou "Eu Matei minha Mãe", não tenha reservas e se jogue na deliciosa trilha sonora e na explosão de sentimentos de "Amores Imaginários".
NOTA: A-
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
European Film Awards:
É chegada a hora dos europeus clamar os melhores do ano. Mesmo que ano passado eles tenham cagado no pau apontando 'O Escritor Fantasma' o melhor do ano em 6 categorias (trilha? ok... ator, para Ewan McGregor, concorrendo com Elio Germano, Luis Tosar e Jakob Cedergren? Não mesmo), geralmente o trabalho é excelente e a premiação mais que justa.
Esse ano o campeão de indicações segue a tendência superlativa, elegendo 'Melancolia' o principal filme da competição. Apesar das bizarras lembranças a 'O Discurso do Rei' (que, afinal, é um "vencedor do Oscar", né?) e a 'O Porto' (que eu não consigo achar essa coca-cola toda, não adianta), além do magnífico longa de Lars Von Trier também foram agraciados com indicações 'O Garoto da Bicicleta' e 'O Artista' (ok, vamos esquecer de 'Em um Mundo Melhor'... que afinal, é um "vencedor do Oscar", né? hehehehehe).
Abaixo, a lista de indicados:
FILME:
Em um Mundo Melhor
Melancolia
O Artista
O Discurso do Rei
O Garoto da Bicicleta
O Porto
DIREÇÃO:
Aki Kaurismäki (O Porto)
Bela Tárr (O Cavalo de Turim)
Irmãos Dardenne (O Garoto da Bicicleta)
Lars Von Trier (Melancolia)
Susanne Bier (Em um Mundo Melhor)
ATOR:
André Wilms (O Porto)
Colin Firth (O Discurso do Rei)
Jean Dujardin (O Artista)
Michel Piccoli (Habemus Papam)
Mikael Persbrandt (Em um Mundo Melhor)
ATRIZ:
Cecile De France (O Garoto da Bicicleta)
Charlotte Gainsbourg (Melancolia)
Kirsten Dunst (Melancolia)
Nadezhda Markina (Elena)
Tilda Swinton (Precisamos Falar sobre o Kevin)
ROTEIRO:
Em um Mundo Melhor
Melancolia
O Garoto da Bicicleta
O Porto
FOTOGRAFIA:
Essential Killing
Melancolia
O Artista
O Cavalo de Turim
MONTAGEM:
Melancolia
O Discurso do Rei
Triângulo Amoroso
CENOGRAFIA:
A Pele que Habito
Habemus Papam
Melancolia
TRILHA SONORA:
A Pele que Habito
O Artista
O Cavalo de Turim
O Discurso do Rei
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